Na capa do livro O tempo entre os nossos dedos (Sto. Tirso, Idioteque, 2024), de Manuel Andrade, o desenho de Gracinda Candeias apresenta-nos um torso distorcido, trémulo e ambíguo, suspenso ou apunhalado por um fio cravado nas costas, desviando o rosto de um ponto de luz intensa, demasiado para ser encarada… a mão estende-se espasmodicamente sob o brilho magnético numa disposição que não coincide com a da outra esboçada na folha de rosto do volume e nenhuma delas parece ter um sentido identificado nas tipologias iconográficas (maçónicas ou outras). A singularidade é enigmática…
Artigo: https://www.meer.com/pt/113243-o-tempo-no-declinar-da-ampulheta